O SUSURRO DA ESCURIDÃO
Argenval nunca foi uma cidade grande, mas seu nome sempre carregou um peso estranho. Seus habitantes, silenciosos e fechados, raramente falavam sobre o que acontecia nas sombras. Para Amanda, recém-chegada à cidade, tudo parecia perfeito. A casa antiga que alugou, com sua fachada charmosa e o jardim repleto de plantas enroscadas, parecia ser o refúgio ideal para recomeçar.
Mas, logo nas primeiras noites, algo a fez questionar se havia realmente feito a escolha certa. O silêncio da casa era imenso, como se tudo ao redor estivesse esperando. Quando o sol se punha e a escuridão tomava conta das ruas, Amanda sentia que algo a observava. Era uma sensação sutil, mas perturbadora.
Então, a voz começou a sussurrar.
E nada mais seria igual.