A morte não sente.
Não hesita.
Não escolhe.
Ou, ao menos, nunca escolheu.
Em Eosphoros: A Flor da Morte, acompanhamos Thanatos, o deus da morte, uma entidade absoluta que há eras governa o destino das almas sem emoção, fé ou questionamento. Para ele, os humanos são efêmeros, insignificantes - apenas mais um número no fluxo eterno da existência.
Ehllie é uma dessas vidas condenadas ao esquecimento.
Marcada pela miséria, pela violência e pela fé em um mundo que jamais a ouviu, sua existência deveria terminar como tantas outras: silenciosa, irrelevante, inevitável. No entanto, o encontro entre deusa e mortal rompe o equilíbrio de um sistema divino que jamais falhou.
O que deveria ser apenas mais uma morte transforma-se em um erro.
E erros não existem no reino da morte.
À medida que o vínculo entre o divino e o humano se forma, leis imutáveis começam a se corromper, verdades são questionadas e a própria essência da morte passa a ser confrontada. Em um universo onde esperança é uma ameaça e sentimentos são fraquezas imperdoáveis, amar pode ser o mais grave dos pecados.
Sombrio, intenso e poético, A Flor da Morte inaugura uma série que questiona o valor da vida, o peso da fé e o preço de desafiar aquilo que foi destinado desde o início dos tempos.
"Quando a morte falha pela primeira vez, nada permanece intacto."
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