Filha de Zeus e Hera, ela cresceu aprendendo que poder não é escolha. É obrigação. Na Academia Meio-Sangue, onde herdeiros do Olimpo são treinados para controlar o caos antes que ele os consuma, seu nome não abre portas. Ele pesa.
Entre deuses e semideuses, tudo segue regras claras. Hierarquia. Linhagem. Controle.
Até deixar de seguir.
Jaxon, filho de Poseidon, é tudo o que deveria ser simples. Divino por completo, seguro, leal, impossível de ignorar. Com ele, não há dúvidas, não há riscos, não há queda. Apenas a promessa de algo estável o suficiente para sobreviver ao olhar dos deuses.
Mas estabilidade nunca foi o problema.
O problema tem nome, olhar dourado e uma presença impossível de evitar.
Filho de Apolo, ele carrega a imperfeição que o Olimpo despreza e a arrogância de quem aprendeu a viver mesmo assim. Irritante. Indomável. Insuportavelmente próximo. Entre provocações afiadas e uma tensão que cresce a cada confronto, o ódio entre eles se torna perigoso demais para ser apenas ódio.
Porque algumas conexões não pedem permissão.
Elas se impõem.
E quando começam a queimar, não importa o quanto se lute contra, já é tarde demais.
Entre o conforto de um deus que poderia ser tudo o que ela precisa e o caos de alguém que nunca deveria significar nada, uma escolha se aproxima.
Mas no Olimpo, escolher nunca foi um direito.
É uma sentença.
E algumas paixões não foram feitas para sobreviver.
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