Anos de bullying na pequena cidade onde cresceu deixaram cicatrizes na vida de Peônia. Com nanismo, ela suportou olhares, comentários e a falta de amigos, e aos poucos passou a acreditar que jamais seria amada - exceto pelos familiares. Por isso, sempre que chegava o Dia dos Namorados, Peônia sentia uma tristeza profunda: desejava ter alguém, mas convencia-se de que não era merecedora desse amor.
Trabalhando na floricultura do melhor amigo de infância, Yucca, as coisas se tornam ainda mais difíceis. Todos os meses de junho a loja vira o quartel‑general do amor alheio: Buquês, arranjos e bilhetes anônimos se empilham enquanto as vendas disparam. Beatrice monta os arranjos com perfeição; Lívia organiza as entregas. Entre as flores e os pedidos de última hora, Peônia aprendeu a blindar o coração - até que, inesperadamente, algo muda.
No meio do caos da semana mais romântica do ano, chega para Peônia um buquê sem remetente. O cartão não tem assinatura, mas traz detalhes íntimos: alguém a vê de verdade. Conhece seus medos, suas paixões e fragmentos do seu passado. Curiosa e emocionada, Peônia resolve descobrir quem é o autor do gesto.
Incentivada pelos amigos, ela parte numa busca que é, ao mesmo tempo, uma descoberta de si mesma. A cada pista, os sinais começam a se cruzar com atitudes antigas de alguém que sempre esteve por perto, mas que ela nunca notou.
Assim nasce uma história de amor - sobre se permitir ser vista, sobre coragem para acreditar no próprio valor, e sobre encontrar alguém que a ama além do seu tamanho.
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