O PESO DAS COISAS SILENCIOSAS

O PESO DAS COISAS SILENCIOSAS

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WpMetadataNoticeLast published Mon, May 11, 2026
Nikki aprendeu cedo a parecer forte. Aos vinte e três anos, vive entre ônibus lotados, cafés apressados, crianças em sala de aula e noites que terminam tarde demais. Ela ri alto, fala pelos cotovelos e faz qualquer lugar parecer mais leve - mesmo quando está desmoronando por dentro. Depois da separação dos pais, Nikki se acostumou a sobreviver entre duas casas, tentando cuidar de todo mundo enquanto ignora a si mesma. Até que, em uma sexta-feira comum, ela conhece Ben. E não, essa não é uma história de amor à primeira vista. Entre conversas inacabadas, crises silenciosas, mensagens de madrugada e sentimentos que chegam sem pedir licença, Nikki começa a perceber que talvez esteja cansada de carregar o mundo inteiro sozinha. O Peso das Coisas Silenciosas é um romance sobre amadurecer cedo demais, amar com medo, viver no automático e descobrir que, às vezes, ser forte o tempo todo também cansa.
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Sete anos atrás, ela trouxe um filho ao mundo. E o pai da criança não fazia ideia. Todo dia, às nove em ponto, ela entrava naquele escritório. Mantinha o sorriso impecável e o coração batendo dentro do normal. Ela só precisava fazer isso: não deixar transparecer. Ana Clara Ferraz, 25 anos, secretária executiva da MBS, mãe solteira. O filho dela se chama Nino. Sete anos, língua afiada, e com um par de olhos que entregariam tudo. Aqueles olhos eram idênticos aos do chefe dela, Henrique. Henrique não se lembrava dela. Daquela noite de sete anos atrás, da garota que sumiu sem dizer nada, ele já tinha esquecido. O que ele lembrava era de outra coisa. Os Azevedo deviam a ele, e ele ia cobrar isso pelo resto da vida. Ninguém sabia de onde vinha esse ódio, por que uma briga de duas gerações tinha caído nas costas dele. Mas ele sabia do que precisava. A peça. O rosto certo. O jogo que ele mesmo armou. Ana não sabia que, desde o primeiro dia em que entrou no prédio da MBS, ele já tinha decidido como ia usá-la. Henrique começou a encarar o rosto dela. - Você se parece muito com alguém. Ana achou que sabia de quem ele estava falando. Ela só não tinha certeza do quanto ele já tinha lembrado. Peças nunca são leves. E o prazo de validade de um segredo nunca é pra sempre. Este é um romance proibido de CEO e mãe solteira: um erro de uma noite virou um segredo de sete anos, e cada aproximação parece acender uma bomba-relógio.

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