Em um momento inexplicável, toda a humanidade desapareceu.
Bilhões de pessoas foram arrancadas da Terra e lançadas em salas brancas infinitas, separadas não por força, riqueza ou talento, mas pela essência de seus pensamentos mais profundos.
Myler desperta em uma sala com apenas outras sete pessoas.
Kael. Sophia. Mira. Victor. Leon. Elara. Lalita.
Estranhos entre si, mas unidos por algo incomum: todos carregam uma obsessão perigosa - a necessidade de transcender quem são.
Sem explicações, sem regras claras e sem conhecer a existência daquele que os observa, eles recebem apenas uma escolha:
seguir um caminho seguro...
ou enfrentar a maior dificuldade possível.
Conhecendo o peso da impotência e o medo de permanecer fraco, Myler escolhe o caminho extremo.
Agora, para sobreviver, o grupo precisa atravessar os Sete Ritos de Passagem - provações brutais criadas para destruir corpos, quebrar convicções e reconstruir identidades. Cada rito exige sacrifícios. Cada escolha cobra partes de quem eles eram.
Os sobreviventes serão enviados para um mundo colossal, dez vezes maior que a Terra, onde humanos coexistem com elfos, vampiros, anões, fadas e inúmeras outras raças trazidas de diferentes realidades por entidades que enxergam mundos como entretenimento.
Nesse novo mundo, calamidades surgem a cada dez anos. Novas raças chegam a cada cinco. Civilizações nascem e desaparecem. E acima de tudo existe uma regra silenciosa:
quem não evolui é esquecido.
Sem bênçãos divinas, sem talentos absurdos e sem destino favorável, Myler possui apenas sua mente, sua capacidade de adaptação e uma pergunta que o perseguirá enquanto continua mudando:
Se alguém muda completamente... ainda continua sendo a mesma pessoa?
Em um universo criado para diversão, Myler não pretende ser o herói.
Ele pretende se tornar algo que até os criadores aprendam a temer.
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