DESDE CEDO, Hong Hae-in entendeu uma verdade amarga: o medo é um predador que se alimenta de distância. Se você corre, ele ganha fôlego. No orfanato, ela decidiu parar de correr. Enquanto Na Baek-jin era o brilho estratégico e a risada que a mantinha sã, Hae-in era o escudo. Ela não lutava por prazer; lutava para que Baek-jin não precisasse descobrir quão cruel o mundo podia ser.
A ENTRADA de Park Hu-min completou o trio, trazendo uma leveza que quase os fez esquecer que eram órfãos. Mas o destino veio na forma de Yoon Hyun-woo. A adoção não foi um ato de caridade, foi um recrutamento.
NOS ANOS de ausência, Hae-in foi moldada pela Associação. Ela trocou os muros de tijolos do orfanato por complexos de vidro e aço, e as brigas de pátio por treinamentos e gestão de capital ilícito. Sob a tutela de Hyun-woo, ela aprendeu que o dinheiro silencia. Mais do que socos, o suborno vence guerras. A Emoção é um passivo, sentimentos são brechas de segurança.
O RETORNO de Hae-in para Yeongdeungpo não é nostálgico; é uma colisão de mundos. Ela volta como uma "executiva do caos", enviada para supervisionar os interesses da Associação na região. A Hong se vê forçada a ser o braço direito de Na Baek-jin.
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