"O Diário" é uma descida crua, íntima e perturbadora à mente fragmentada de um jovem consumido por traumas, abandono e pela deterioração da própria sanidade.
Narrado como um diário pessoal, o livro acompanha a vida de Lucien desde a infância até à adolescência e início da vida adulta, explorando acontecimentos que lentamente moldaram a sua perceção do mundo: violência doméstica, medo, morte, solidão, negligência emocional e o peso insuportável de existir dentro de uma mente em guerra consigo mesma.
Enquanto a realidade começa a distorcer-se entre alucinações, memórias fragmentadas e episódios dissociativos, Lucien mergulha cada vez mais fundo num ciclo de autodestruição, paranoia e vazio emocional, tentando desesperadamente encontrar algum significado no sofrimento que carrega desde criança.
Representado simbolicamente por um lobo e uma traça - a violência e a fragilidade, a fome e a autodestruição - Lucien transforma-se lentamente em algo irreconhecível, enquanto o leitor testemunha o colapso da sua mente.
"O Diário" não é apenas uma história sobre doença mental.
É sobre sobreviver a si mesmo.
Um terror psicológico profundamente humano, cru e emocional, que explora os limites da dor, da identidade e daquilo que resta de uma pessoa quando a própria mente se torna o pior lugar onde se pode estar.
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