Depois de quatro anos juntas, Eleanor e Agnes terminam um relacionamento que parecia sólido demais para acabar e cansado demais para continuar.
Eleanor sempre teve tudo planejado: horários, metas, planilhas, futuro. Agnes sempre viveu o oposto disso: intensa, espontânea, emocional demais para caber em silêncios cuidadosamente organizados. Quando uma grande oportunidade profissional transforma Eleanor em alguém constantemente ausente, o amor entre elas começa a sobreviver apenas de tentativas. Até não sobreviver mais.
O problema é que, meses antes do término, as duas compraram uma Eurotrip dos sonhos.
Passagens não reembolsáveis. Hotéis pagos. Roteiros montados juntas. Quatro países. Vinte dias. E nenhuma coragem de admitir que ainda queria viver aquilo ao lado da outra.
Agora, semanas sem se falar depois, Eleanor e Agnes embarcam para a viagem tentando agir como ex-namoradas civilizadas enquanto dividem aeroportos, quartos de hotel, memórias antigas e uma tensão romântica impossível de ignorar.
Entre cafés franceses, discussões em pubs londrinos, passeios de bicicleta desastrosos em Amsterdam e noites quentes em Barcelona, a viagem lentamente transforma ressentimento em saudade, saudade em intimidade e intimidade em uma pergunta inevitável:
Como superar alguém que ainda parece casa?
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