Na antiga e respeitada família Lumen, diz-se que cada filha nasce sob uma estrela. Mas Lyra Lumen nasceu sob um céu que jamais deveria existir.
Na noite de seu nascimento, as constelações se alinharam de forma rara, quase impossível, como se o próprio firmamento parasse para observá-la. Desde então, Lyra nunca foi como as outras irmãs. Marcada por uma magia instável e silenciosa, ela carrega algo que ninguém consegue explicar. Apenas sentir.
As noites sempre a inquietaram. O céu vasto, as estrelas distantes: há algo nelas que mexe com Lyra, que a deixa alerta sem motivo, como se estivessem olhando de volta.
Em Hogwarts, Lyra descobre que essa sensação não pertence apenas ao céu. Pertence também a alguém: Sirius Black. Orgulhoso, provocador e impossível de ignorar, ele é tudo que ela despreza. E ainda assim, sua presença desperta exatamente a mesma inquietação das noites estreladas. A mesma sensação de estar diante de algo grande demais.
A ironia cósmica é que ele não carrega só a atitude. Carrega o nome. Sirius. Como a estrela. Como se o universo fizesse questão de ligar os pontos pra ela, mesmo que Lyra quisesse ignorar.
Como se não fosse coincidência.
Como se fosse destino.
Entre rivalidade, provocações e uma conexão que nenhum dos dois entende, Lyra se vê presa entre o que sente e o que teme. Porque, no fim, algumas histórias não começam por escolha.
Elas já estavam escritas nas estrelas.
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