No princípio, existia apenas o Ser, uma consciência absoluta que confundia amor com posse e controle com devoção. Para impedir que sua vontade consumisse o mundo, sua essência foi despedaçada em cinco partes, dando origem às deusas de Selarion, cada uma guardiã de um fragmento do poder original: falar, pensar, ver, escutar e tocar.
Séculos depois, essa divisão ainda define cada aspecto da vida em Selarion. Durante a Cerimônia de Apuração, o Cálice escolhe a cor de cada jovem e, com ela, seu dom, seu futuro e os limites que jamais deverá ultrapassar.
Ao norte, Marabarsh governa através da política, da diplomacia e da fé. Ao sul, Terraverna controla o kriux, o metal vivo capaz de alimentar toda a magia do reino. Presos por tratados frágeis, rivalidades antigas e pela ameaça crescente de Danaluzia além das fronteiras, os dois reinos mantêm uma paz que parece prestes a ruir.
Erin Alina Norah Grant, herdeira de Marabarsh, passou a vida acreditando no equilíbrio do sistema. Até o dia em que sua cerimônia revela algo que não deveria existir.
Do outro lado do mapa político está Hazz Eli Debret, príncipe herdeiro de Terraverna: frio, calculista e moldado por um trono que pune qualquer sinal de fraqueza. Erin conhece Hazz o suficiente para desconfiar de cada silêncio dele, e para odiar o fato de ainda procurar algo por trás de sua indiferença. Mas quando sinais de que há algo profundamente errado em Selarion começam a surgir, os dois são forçados a se aproximar.
Enquanto alianças se desfazem, verdades proibidas emergem e uma força antiga encontra o caminho de volta para o mundo, Erin e Hazz descobrirão que confiar um no outro pode ser a única escolha verdadeiramente livre que ainda lhes resta.
Ecos da Ruptura é uma fantasia épica sobre poder, divisão e controle, e sobre o que acontece quando aquilo que foi partido começa, lentamente, a tentar se tornar inteiro outra vez.
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