A história acompanha a protagonista (uma sobrevivente que carrega suas próprias cicatrizes e uma resiliência feroz) tentando encontrar um propósito - ou apenas mais um dia de vida - em meio ao caos. Ela não é uma donzela em perigo, mas a brutalidade do novo mundo a coloca em uma corda bamba emocional e física. É nesse limite entre a vida e a morte que o destino dela colide com o de Daryl Dixon.
Daryl é a personificação do apocalipse: bruto, silencioso, moldado pela rejeição do passado e pela crueza do presente. Ele não sabe amar com palavras, mas protege com uma agressividade territorial. Quando a protagonista entra em sua órbita, o instinto de sobrevivência de Daryl se transforma em algo muito mais sombrio e profundo: uma obsessão protetora, um ciúme silencioso e um desejo possessivo de mantê-la segura, mesmo que o mundo inteiro esteja desmoronando ao redor deles.
TERRITORIAL se aprofunda nas raízes do dark romance. A química entre os protagonistas não nasce de jantares à luz de velas, mas da adrenalina, do medo partilhado e da necessidade mútua. É um relacionamento intenso, magnético e perigoso, onde as barreiras emocionais são quebradas à força. O romance é cru, pesado e viciante, marcado pela possessividade de um sobrevivente que encontrou algo precioso demais para deixar ir. Afinal, em um mundo onde tudo foi tirado deles, perder a única pessoa que importa não é uma opção.
Como a própria autora define com maestria: sofrimento emocional com homens problemáticos e zumbis é o ápice do drama apocalíptico que nós sabíamos que precisávamos.
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