uma história sem sentido.
No século XV, nas terras férteis e ásperas da Valáquia, reinava Vlad, um príncipe de olhar feroz e coração inteiro, cuja vida se dividia entre defender seu povo dos exércitos otomanos e amar profundamente Elisabeta, sua esposa, a luz que guiava todos os seus passos. Ela era doce, inteligente e destemida; quando Vlad partia para a guerra, ficava nas muralhas, rezando e esperando, certa de que ele voltaria - até que uma mensagem falsa, enviada pelos inimigos, chegou à corte: Vlad havia morrido em batalha.
Desesperada, sem razão para continuar vivendo sem o amor de sua vida, Elisabeta se jogou das altas torres do castelo, desaparecendo nas águas turbulentas do rio abaixo. Quando Vlad retornou, vitorioso mas exausto, encontrou apenas o silêncio e a notícia que partiu sua alma em dois. Consumido pela dor, pela revolta contra um Deus que permitira tamanha crueldade, ele gritou contra o céu, renunciou a toda fé e jurou que sua existência não terminaria jamais - nem mesmo com a morte. A maldição caiu sobre ele naquele instante: tornou-se imortal, mas escravo da sede de sangue, condenado a vagar pelo tempo como o Conde Drácula, um ser que não pertencia mais à terra dos vivos nem
Séculos se passaram. Vlad, agora a sombra que todos temiam, percorreu países e eras, sempre com um único desejo: reencontrar a alma de Elisabeta, que acreditava estar reencarnada em alguma mulher, em algum lugar do mundo. Ao longo desses anos, ele deixou um rastro de medo e tragédia: transformava pessoas em criaturas como ele, matava quem se opunha, e via a vida humana como algo frágil e passageiro - até que cruzou o caminho de Maria.
All Rights Reserved