Noites Obscuras

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WpMetadataNoticeLast published Sun, May 31, 2015
Era sexta-feira, tinha chegado da escola, eram umas 19:00 e tal da noite, estava faminta, pois nesse dia esqueci-me de levar dinheiro para almoçar na escola. Cheguei a casa, chamei pelos meus pais, mas nada. Ninguém estava em casa, eu nem quis saber, simplesmente fui para a cozinha fazer o meu jantar. Enquanto comia, deparei-me com uns barulhos estranhos ainda pensei que tivesse sido a minha gata, por isso nem liguei , mas de repente a porta da cozinha fechou-se e eu comecei a ouvir a minha gata miar tão intensamente e tão alto que o meu coração disparou para ir ver o que se passava, ate a fome me passara, tentei abrir a porta mas parecia que algo a fechara com uma força sobrenatural, não sei bem explicar, só sei o quão assustada estava nessa altura … eu chorava de desespero, estava assustadiça quando de repente... a Luçy parou de miar, a força que estava na porta parou, eu eu cai no chão, levantei-me peguei na faca mais próxima de mim, e comecei a andar muito lentamente, quando de repente as luzes se apagam, o meu coração volta a desparar... honestamente só queria ver o que se passara com a minha gata, nada mais que isso. As luzes voltam-se a acender como se nada fosse e eu dou um passo a frente e piso algo, algo estranhamente pegajoso, e molhado e ao mesmo tempo cheirava mal, e olhei para baixo... era a Lucy, a minha linda gata estava ali morta a sangrar por todo o lado, tinha a cabeça cortada havia unhas cortadas a volta dela, como se fosse ritual, a gata no meio e um circulo de unhas a volta dela... Foi ai que decidi ligar para os meus pais, fui até a sala onde se deparava o telefone de casa, eu marquei o numero, com isto tudo já eram 20:15. Eu apavorada e nervosa, espero que alguém do outro lado me atenda, mas nada, ninguém me atendia, eu aflita tento ligar pela 7ª vez e assim que meto o telefone no ouvido um apito estrondoso se alarga no meu tímpano, quase fiquei surda.
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LENDAS DE VÓ - O LIVRO DOS CONTOS ___________ ______ Livro de Ficção Por Kate Salomão ____________ ______ 1ª Edição _____________ ______ 2022- Todos os direitos reservados DA 2021-006074 Texto Kate Salomão ____________ 🌾Epígrafe Mistérios da meia-noite Que voam longe Que você nunca Não sabe nunca Se vão, se ficam Quem vai, quem foi Zé Ramalho ____________ 🌾Sinopse Era um dia frio; o vento parecia querer ferir. Cheguei em casa após o sepultamento de minha avó Maria e me senti uma estranha no próprio lar. O silêncio era tão intenso que chegava a constranger. O que mais me assustava era não sentir nada, justamente eu, uma das netas mais apegadas a ela. Caminhei pela casa escura sem saber onde me esconder da dor. Escolhi a sala; o sofá nunca pareceu tão acolhedor. Liguei a televisão apenas para fugir do silêncio. Passava A Lista de Schindler, mas nem a tristeza do filme conseguiu tocar minha alma adormecida. Então peguei no sono. No sonho, eu estava em casa outra vez, mas tudo era quente e iluminado pelo sol. O cheiro de lavanda do lustra-móveis se misturava ao perfume de bolo de fubá recém-saído do forno. Na sala, sentada diante da TV, estava vovó Maria, com seu lenço branco sobre os cabelos grisalhos, bordando em silêncio enquanto assistia ao jornal. Depois de um tempo, ela se levantou, deixou a caixinha de costura sobre o sofá, olhou para mamãe e disse: - Tenho que ir. De repente, o sonho nos levou ao cemitério. Caminhamos devagar pelas vielas até o túmulo com a foto dela. Sem pensar, eu disse: - Vou com a senhora. Ela respondeu com amor, mas firmeza: - Agora não. Volte e viva. Acordei com ânsia de vômito. Naquele instante, entendi que agora era minha vez de continuar escrevendo nossa história, estando pronta ou não.

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