Anthony Bridgerton, o nono Visconde, observava seu reflexo no espelho enquanto ajustava a gravata com dedos precisos. Ao seu lado, encostado na moldura da porta com uma elegância desleixada que só ele possuía, estava Benedict. O segundo irmão Bridgerton observava o irmão mais velho com um sorriso de canto, girando um anel de sinete no dedo. - Você parece que está indo para uma execução, Anthony - comentou Benedict, sua voz carregada de um humor seco. - É apenas uma apresentação. O diamante será escolhido, nós faremos nossas reverências e poderemos voltar para o clube antes do jantar. Anthony virou-se, seus olhos escuros fixos no irmão. O peso do título de Visconde parecia mais pesado do que o normal naquela manhã. - Você esquece, Benedict, que este ano não somos apenas observadores. A lei nos obriga a agir em uníssono. Onde eu colocar meus olhos, você deverá colocar os seus. A mulher que eu escolher para ser a Viscondessa Bridgerton será, por direito e lei, sua companheira de leito e vida tanto quanto minha. Você está preparado para dividir uma vida dessa maneira? Benedict endireitou a postura, o sorriso vacilando por um breve segundo. O conceito do Vínculo Duplo sempre fora uma teoria distante até que o decreto real o tornasse uma realidade iminente para eles. Como o "sobressalente", Benedict sempre gozara de uma liberdade que Anthony nunca conheceu, mas agora, o destino deles estava irrevogavelmente entrelaçado a uma única mulher. - Eu confio no seu gosto, irmão - respondeu Benedict, recuperando a compostura. - Desde que ela não seja uma das irmãs Featherington com seus vestidos que agridem a vista, acho que sobreviveremos.
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