Respira, Carolina

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WpMetadataNoticeÚltima publicación lun, jul 13, 2026
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Ficción
Romance
Preparatoria
Misterio
Carolina respira fundo antes de entrar no Elite. Respira antes de mentir que viu o post da Valentina. Respira antes de sorrir para Yasmin. Respira antes de fingir que pertence a um mundo onde o ar-condicionado cheira a perfume importado e o uniforme é pago em dez vezes no cartão. Mas tem coisas que a respiração não resolve. A voz no ouvido, por exemplo. Aquela que sussurra, todo santo dia, que ela é uma fraude. Que uma bolsista no meio dos tubarões só sobrevive enquanto ninguém descobrir quem ela é de verdade. Até o dia em que a porta da sala se abre. Ele entra. E, pela primeira vez, respirar vira a coisa mais difícil de todas. Porque dessa vez não é o pânico. É outra coisa. E Carolina não sabe se está pronta para sentir algo que não dóa. [Uma história sobre menos-valia, amores impossíveis e a coragem de existir quando tudo dentro de você grita para sumir.]
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Uma humana. Um guerreiro alienígena. Um destino selado pela deusa. Os Draelith vivem um dilema mortal: suas fêmeas estão desaparecendo. Uma doença misteriosa ceifou gerações, deixando pouquíssimas capazes de gerar filhotes. A cada ciclo, menos nascem. Os filhotes Dren são raros, e a população corre o risco de desaparecer. A ciência, tão avançada, não conseguiu curar a praga. O Conselho buscou alternativas: unir-se a outras espécies. Mas os orgulhosos Thyrrali de Thyrren recusaram; os Nyssari de Nyssara não são geneticamente viáveis. Restou apenas uma opção desprezível: as humanas, frágeis, indefesas, uma espécie considerada escória galáctica. Mas, para os Draelith, não há escolha. A sobrevivência de seu povo exige sacrifícios. Em meio ao Conselho Supremo, a decisão foi tomada: testar uma humana. Uma única fêmea, arrancada de seu mundo, será usada para verificar se sua espécie pode gerar filhos fortes. Nenhum desejava ser o primeiro a se unir a uma terrana. Nenhum - exceto Zareth, o chefe dos guerreiros, que se ergueu em lealdade ao seu povo e assumiu o fardo. Naquela noite, sob o brilho frio das naves prateadas, uma humana solitária seria escolhida. Para ela, seria o início de um pesadelo. Para ele, seria o começo de uma guerra contra sua própria essência.

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