50 anos atrás, Zaheer conseguiu o que ninguém acreditava ser possível: matar a Avatar Korra. O que se seguiu não foi a libertação que a Lótus Vermelha prometia, mas o caos - governos desmoronando, fronteiras se dissolvendo, um mundo que não sabia como existir sem as estruturas que sempre o sustentaram. Por três anos, a humanidade aprendeu a sobreviver na ausência de ordem e na ausência de um Avatar que nunca mais renasceu.
Foi nesse vácuo que Kuvira surgiu. A princípio, não como conquistadora, mas se levantando contra a Lótus Vermelhas e as facções anarquistas que ainda fragmentavam o mundo. Teve eficiência cirúrgica e uma retórica de restauração que muitos precisavam ouvir. A guerra durou anos. Quando terminou, Kuvira era vitoriosa e líderes de nações exaustas estenderam as mãos em acordo, gratos demais para fazer perguntas difíceis.
Agora o mundo é outro. A tecnologia avançou de formas que os fundadores das nações não poderiam imaginar: as cidades erguem-se em camadas de metal e luz, os avanços em mecânica e energia remoldaram a arquitetura, o transporte, a guerra. É um mundo que parece, na superfície, ter encontrado sua forma. A Era de Kuvira não se parece com uma ditadura. Parece com ordem.
Mas ordem tem um custo, e alguns já começaram a senti-lo.
A Dente-de-Leão existe nas margens desse mundo, uma rede de pessoas que reconhecem o que a maioria ainda recusa a ver. Entre eles está Ravel, nômade do ar que recusa as tradições dos outros monges e atravessa territórios para recrutar Kori, prodígio da dobra de água. Enquanto isso, Niran trilha um caminho diferente: criado nos mesmos templos que Ravel, moldado pelos mesmos ensinamentos, parte em busca de Vaeli, uma dobradora de fogo que já queima há muito tempo no ódio contra a Dinastia Kuvira.
O ciclo do Avatar foi quebrado. A Morte do Avatar é a história de como o mundo aprende a resistir quando não há mais um Avatar para salvá-lo.
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