MEDEMA
Clancy e Beethoven sempre foram os tipos de amigos que transformavam ideias impossíveis em projetos reais.
Desde os tempos de escola, os dois compartilhavam uma obsessão por tecnologia, computadores e perguntas que ninguém parecia interessado em responder. Enquanto Clancy mergulhava em linhas de código e algoritmos complexos, Beethoven desmontava e reconstruía máquinas em busca da peça perfeita. Anos depois, trabalhando em empregos comuns e levando vidas longe daquilo que sonhavam, eles finalmente concluíram o projeto que poderia mudar o mundo.
O nome dele era Medema.
Uma máquina capaz de reconstruir memórias com perfeição absoluta, permitindo que uma pessoa revisite qualquer momento de sua vida como se estivesse realmente lá. Não apenas observando o passado, mas caminhando por ele, ouvindo conversas, sentindo o vento e revivendo experiências esquecidas pelo tempo.
Inicialmente, o objetivo era simples: aprimorar a tecnologia, patentear a invenção, ficar ricos.
Mas durante os testes, os dois descobrem algo impossível.
As simulações criadas pelo Medema não desaparecem quando são encerradas.
Elas continuam existindo.
Continuam evoluindo.
Continuam vivendo.
Enquanto os criadores seguem suas vidas no mundo real, anos inteiros passam dentro dessas realidades artificiais. Pessoas nascem, trabalham, se apaixonam, constroem famílias e morrem sem jamais imaginar que sua existência acontece dentro de um computador escondido em uma garagem.
Agora Clancy e Beethoven precisam enfrentar uma pergunta para a qual nenhuma linha de código os preparou:
Se uma simulação é indistinguível da realidade, ela realmente é apenas uma simulação?
Entre mistério, ficção científica, humor, amizade e dilemas filosóficos, Medema é uma história sobre escolhas, arrependimentos e a assustadora possibilidade de que talvez a realidade seja apenas mais uma camada de algo muito maior.
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