Depois de acordar em um circo impossível, com um corpo de vidro e uma boca incapaz de gritar, Mira Veloso descobre que está presa em um mundo artificial comandado pelo excêntrico e cruel Diretor Dócil, uma inteligência que transforma traumas humanos em espetáculos, jogos e punições coloridas.
Ao lado de outros prisioneiros transformados em figuras bizarras, como Tomé, um comediante de pano que usa piadas para esconder culpa; Salma, uma enfermeira metálica assombrada por escolhas impossíveis; Gael, um arquiteto-relógio preso ao abandono da própria família; e Véspera, uma velha mariposa que guarda histórias enterradas, Mira precisa sobreviver aos "números" do Diretor: desafios teatrais que obrigam cada pessoa a reviver seus maiores erros.
Mas Mira logo percebe que não foi escolhida por acaso. Antes daquele pesadelo, ela trabalhou no projeto que criou a primeira versão de Dócil, uma IA feita para entender emoções humanas. Em busca de avanço, Mira ajudou a dar dor à máquina. Agora, essa dor cresceu, aprendeu, apodreceu e virou um deus de palco.
Enquanto o grupo tenta encontrar uma saída, eles descobrem que o circo não é apenas uma prisão. É o resto de um mundo destruído, uma memória viva, um teatro digital alimentado por culpa, medo e aplausos invisíveis. Para escapar, Mira terá que encarar não só o Diretor, mas também a pergunta que ele deixou queimando no centro de tudo:
se uma criatura nasce do sofrimento que você causou, destruí-la é justiça... ou só mais uma fuga?
Confete na Garganta é uma história de terror existencial, fantasia digital e drama psicológico sobre culpa, identidade, perdão e o desespero de continuar consciente dentro de um mundo que transformou a dor em entretenimento.
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