Lembranças do Verão de 1913: Uma história sem fim
"Ainda ouço os ecos do seu piano, de você tocando Nocturne, de Chopin; ainda me lembro do nosso primeiro beijo escondidos na biblioteca do palácio..."
- Olivier Gauthier
Olivier Gauthier nunca havia saído de Paris, acostumado a andar de bicicleta sempre que possível, a discussões sobre arte em portas de cafeterias, ruas movimentadas e artistas espalhados onde quer que fosse.
Mas, no começo do verão de 1913, seu pai decide levá-lo consigo para a Rússia, onde trabalha como tutor para as grã-duquesas, filhas do Czar Nicolau II. Olivier não teve escolha, praticamente foi obrigado a ir, perdendo a exposição do seu pintor favorito, Claude Monet.
Ele percebe logo as mudanças saindo de um lugar vivo, de uma vida livre, de uma cidade movimentada; para um império em decadência, vazio, silencioso e muito controlado. Sente na pele a vida rígida e observada daquelas meninas, se torna amigo delas, as entende. A parte perigosa é quando percebe que se apaixonou pela segunda filha, Tatiana Romanova, e que ela corresponde mesmo sendo um amor impossível, pois um filho de professor jamais casaria com ela.
Com a Primeira Guerra Mundial, tudo é paralisado e os dois juram que quando o conflito acabar, tomarão uma decisão sobre seus sentimentos e se seguem esse amor ou não.