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WpMetadataNoticeLast published Sun, Jun 14, 2026
[FINAIS DE SEMANA] ''Eu sinto alguém me observando. Não tenho medo, mas tenho vontade de te conhecer. Quem é você? Por quê está aqui? Minhas perguntas algum dia poderão obter as respostas? Quantos anos poderiam passar? Eu já me acostumei com sua presença, mas também, anseio por saber como você é. Você ainda está aqui? Não posso ouvir você e não posso toca-lo. E também não posso vê-lo. Existe alguma possibilidade, talvez um metodo, para que eu finalmente possa saber quem é a pessoa que guia meu caminho?'' [Ilustração feita pelo perfil @pensoucriou_]
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Sete anos atrás, ela trouxe um filho ao mundo. E o pai da criança não fazia ideia. Todo dia, às nove em ponto, ela entrava naquele escritório. Mantinha o sorriso impecável e o coração batendo dentro do normal. Ela só precisava fazer isso: não deixar transparecer. Ana Clara Ferraz, 25 anos, secretária executiva da MBS, mãe solteira. O filho dela se chama Nino. Sete anos, língua afiada, e com um par de olhos que entregariam tudo. Aqueles olhos eram idênticos aos do chefe dela, Henrique. Henrique não se lembrava dela. Daquela noite de sete anos atrás, da garota que sumiu sem dizer nada, ele já tinha esquecido. O que ele lembrava era de outra coisa. Os Azevedo deviam a ele, e ele ia cobrar isso pelo resto da vida. Ninguém sabia de onde vinha esse ódio, por que uma briga de duas gerações tinha caído nas costas dele. Mas ele sabia do que precisava. A peça. O rosto certo. O jogo que ele mesmo armou. Ana não sabia que, desde o primeiro dia em que entrou no prédio da MBS, ele já tinha decidido como ia usá-la. Henrique começou a encarar o rosto dela. - Você se parece muito com alguém. Ana achou que sabia de quem ele estava falando. Ela só não tinha certeza do quanto ele já tinha lembrado. Peças nunca são leves. E o prazo de validade de um segredo nunca é pra sempre. Este é um romance proibido de CEO e mãe solteira: um erro de uma noite virou um segredo de sete anos, e cada aproximação parece acender uma bomba-relógio.

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