A fresta entre as folhas se abriu e, sob a luz pálida da lua, a criatura se revelou. Não pertencia à fauna brasileira e certamente não pertencia ao mundo natural. Parecia um lobo, mas suas dimensões eram monstruosas, facilmente alcançando o tamanho de um urso de grande porte. Sua pelagem era de um negro absoluto, que parecia absorver a pouca luz ambiente, e de suas costas projetavam-se espinhos ósseos que estalavam a cada movimento. Os olhos da fera brilhavam com uma inteligência malévola e amarelada, fixos diretamente no grupo de estudantes que cercava o ferido.
O pânico que já dominava o pátio atingiu um novo patamar de histeria. A criatura não deu tempo para reações; com um salto impressionante que cobriu uma distância de quase dez metros, ela desabou sobre o rapaz alto que reclamava dos carros. O impacto foi brutal. O som de ossos se partindo ecoou pelo pátio quando o peso do monstro esmagou o tórax do estudante contra o asfalto. Os outros sobreviventes se dispersaram em gritos estridentes, correndo em direção aos prédios trancados em uma tentativa desesperada de encontrar abrigo.
David assistiu à cena, paralisado não pelo medo, mas por uma dualidade avassaladora que duelava dentro de si. Sua mente humana, moldada por vinte anos de uma vida pacata e civilizada, gritava para que ele corresse, para que se escondesse em alguma sala escura e esperasse que o pesadelo terminasse. No entanto, o poder que agora corria em suas veias - a essência do Lorde Vampiro - reagia de forma totalmente diferente. Ele não via a criatura como um monstro invencível; ele a via como uma ameaça ao seu território, e o cheiro do sangue que agora jorrava com mais intensidade no pátio não o enojava mais. Era um chamado. Uma necessidade biológica imperiosa que exigia ser saciada.
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Essa história faz parte da minha "biblioteca de aprendizagem". Então erros são esperados.
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