Em Kamakura, onde o eco dos trens e os faróis noturnos se misturam, Sora leva uma vida tranquila.
De dia, ele se resume a um calouro de Música, lutando por seu espaço entre colegas mais habilidosos, tarefas em excesso e aspirações que transbordam qualquer descrição.
Ao cair da noite, no entanto, vive-se outra realidade.
Sob o manto de anonimato dos microfones de uma humilde emissora local, Sora conduz um programa dedicado a suas próprias composições Lo-Fi, entrelaçadas com relatos anônimos de ouvintes. Indivíduos exaustos, desorientados, alegres ou solitários. Sem que ele sequer perceba, sua voz começa a ecoar em espaços insuspeitosos.
Inclusive, alcançando alguém na mesma instituição de ensino.
Mizuki, que cursa o primeiro ano de Artes, é conhecida por seu talento e um título que lhe persegue.
Enquanto seus colegas tecem suposições sobre sua identidade, Mizuki parece contente em manter uma distância segura.
Contudo, um cruzamento fortuito, um gesto insignificante e algumas madrugadas sintonizadas em uma voz desconhecida gradualmente desfazem barreiras, onde antes reinava a mudez.
Entre obrigações acadêmicas, estúdios silenciosos, esboços incompletos e melodias compostas para quem ainda não encontrou o sono, ambos descobrirão que há pessoas que não invadem nossa vida com estardalhaço.
Elas chegam como uma música suave... e, quando nos damos conta, já memorizamos cada verso.
As Noites que Tocavam Seu Nome narra a jornada de amadurecimento, criação, falhas e a descoberta de que certas presenças em nossas vidas surgem como um tom suave.
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