Elowen tem 35 anos e buscava paz e recomeço quando se mudou para o pacato e charmoso Vale Eldoria, abrindo um ateliê de restauração artesanal de livros. Ela acreditava estar apenas tocando a vida em um lugar tranquilo, mas a calmaria dura pouco. Numa tarde de névoa intensa, um cliente misterioso e apressado entra no ateliê e deixa em suas mãos um diário extremamente antigo, trancado por um cadeado em formato de videira, antes de desaparecer.
Instigada, Elowen consegue abrir o cadeado, revelando runas pulsantes e a ilustração agoniada de um homem que parece clamar por socorro. Perturbada com a energia do livro, ela sai para respirar e caminhar pelo vale, mas descobre que o lugar esconde segredos perturbadores: os moradores andam aéreos, como se tivessem perdido a própria alma; o padeiro local mexe em brasa viva com as mãos nuas sem sentir dor; e a vegetação parece morrer cinzenta sob a névoa que ameaça apagar a essência de todos.
Ao voltar para o refúgio do ateliê, o impossível acontece: um pequeno gnomo de sua decoração ganha vida diante de seus olhos. Após o choque inicial, a criaturinha mística de gorro azul torna-se seu fiel escudeiro, revelando que a primeira página daquele diário é um portal para um refúgio que foi corrompido. Mais do que isso, Elowen descobre que o feitiço que adoece o vale roubou a memória e a identidade pura do povo, e que as lembranças verdadeiras estão trancadas em um segundo livro, um diário branco e imaculado guardado pelo enigmático Seu Antunes em sua loja de antiguidades.
O que parecia a escolha de uma vida pacata acaba de se transformar em uma jornada perigosa. Para quebrar a maldição, Elowen terá que desenterrar os segredos de sua própria mãe, Narcisa, arquitetar uma invasão ao antiquário e unir as duas forças místicas antes que o esquecimento eterno engula o Vale Eldoria de vez.
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