Nos braços de Hunter

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Jul 8, 2026
Conto : O gosto metálico do sangue já era um velho conhecido na boca de Glória. Aos 45 anos, ela olhava para o espelho rachado do banheiro e mal conseguia reconhecer a mulher que um dia carregou sonhos na bagagem. A decadência não vinha das marcas do tempo em seu corpo, mas sim da alma esmagada por anos de humilhações e pelos punhos pesados do homem que jurara amá-la. Naquela noite fria, o cansaço não era apenas físico; era o limite absoluto de sua existência. Ela não aguentava mais sumir um pouco a cada dia. Com as mãos trêmulas e o coração batendo contra as costelas como um animal enjaulado, ela se trancou no quarto escuro. O som dos passos pesados dele na sala indicava que a trégua duraria pouco. Num ato de puro desespero, buscando um fiapo de esperança, ela discou o número do filho. Ele era sua única âncora na terra, o rapaz que tinha ido trabalhar na engrenagem implacável de Nova York para tentar dar uma vida melhor à mãe. O telefone chamou uma, duas, três vezes. Cada toque parecia uma eternidade cortada pelo som da chuva forte que batia contra a vidraça. No quarto toque, a linha fez um ruído estático e a ligação foi atendida. Mas o alívio de Glória morreu antes mesmo de nascer. Não foi a voz jovem e familiar de seu filho que ecoou pelo alto-falante. O que preencheu o silêncio do quarto foi um tom grave, absurdamente calmo e gélido, que exalava uma autoridade perigosa. Uma voz que pertencia a alguém jovem, mas cujo peso parecia carregar o controle sobre a vida e a morte de metade daquela cidade. Aquele telefonema feito no quarto , nascido da dor e do desespero de uma mulher cansada de sofrer, acabara de cruzar o caminho da criatura mais temida da cidade. Um encontro de dois mundos despedaçados, onde o perigo seria o início de uma paixão avassaladora e de um amor que começaria nas sombras.
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Psicopata

Ele não ama. Ele obsesssiona. Desde criança, Bryan Carter aprendeu que o mundo pertence aos monstros. Sangue em suas mãos, violência em sua alma e morte em seu caminho transformaram-no em um homem frio, cruel e completamente imprevisível. Um psicopata que nunca sentiu culpa. Nunca sentiu medo. Nunca sentiu nada. Até vê-la. Celeste Bennett está acostumada a ser invisível... ou pior, humilhada. Na escola, os sussurros cruéis a seguem pelos corredores. As risadas sobre seu corpo, os olhares de desprezo e a solidão constante fizeram dela uma garota quieta, insegura e fechada para o mundo. Seus únicos refúgios são um pequeno casal de amigos e os livros onde pode escapar da realidade. Mas tudo muda quando um novo professor surge no colégio. Bryan Carter não se parece com nenhum homem que Celeste já conheceu. Intimidador. Misterioso. Perigoso. Cada tatuagem em sua pele parece esconder um segredo sombrio, e cada olhar lançado em sua direção faz o ar desaparecer de seus pulmões. Ele desperta medo... e uma estranha sensação de proteção. Porque Bryan a observa. Bryan a segue. Bryan elimina silenciosamente qualquer pessoa que a faça sofrer. O que começa como proteção rapidamente se transforma em obsessão. Ele não quer apenas mantê-la segura. Ele quer possuí-la. Quer controlar cada pedaço de sua vida. Quer ser o único homem capaz de tocar seu coração quebrado. E quando Celeste perceber que se tornou o centro da atenção de um psicopata violento, talvez já seja tarde demais para escapar. Porque Bryan Carter nunca divide o que considera dele.

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