As câmeras nunca deixavam Luke completamente confortável.
Ele sorria, brincava, respondia às perguntas.
Fazia tudo o que era esperado dele.
Nicola conhecia os sinais.
Os dedos inquietos, maxilar tensionado, os olhares rápidos procurando uma rota de fuga quando alguma pergunta se tornava invasiva demais.
Por isso, sempre que podiam escolher os lugares durante entrevistas, Nicola sentava ao lado dele.
Como se fosse algo casual.
Algo sem motivo algum.
Quando o nervosismo começava a aparecer, ela discretamente colocava sua mão sobre a dele.
Um gesto simples.
E então dizia baixinho, para ele ouvir:
- Luke, olha para mim.
E ele sempre olhava.
Não importava quantas câmeras estivessem apontadas em sua direção ou quantas pessoas estivessem assistindo.
Pois, de alguma forma, os olhos de Nicola tinham o estranho poder de transformar caos em calma.
E bastavam segundos, poucos encarando aquele sorriso tranquilo.
Para que Luke lembrasse de respirar e que o nervosismo diminuísse.
Talvez fosse por isso que ele a procurava instintivamente em qualquer sala, por isso que seus olhos sempre encontravam os dela primeiro.
Ou talvez fosse porque, sem perceber, Nicola havia se tornado seu lugar favorito para voltar quando tudo ao redor parecia demais.
E Luke não tinha certeza do que era mais perigoso:
As câmeras.
Ou o fato de que apenas uma pessoa conseguia fazê-lo esquecer completamente que elas existiam.
Durante anos, Nicola acreditou que algumas pessoas simplesmente não eram escolhidas.
Luke jamais concordou com isso.
Enquanto interpretam o casal mais aguardado de Bridgerton, os dois se veem cada vez mais presos entre diálogos fictícios, sentimentos reais e uma conexão que parece crescer a cada entrevista, ensaio e gravação.
Mas quando os personagens finalmente encontram coragem para confessar o que sentem, Luke e Nicola são obrigados a encarar uma pergunta muito mais complicada:
E se a história que estavam contando não fosse apenas sobre C
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