Expulsa de casa por uma família que nunca aceitou sua natureza "diferente", Marília carrega consigo apenas o trauma da rejeição e uma essência que o mundo insiste em rotular. Para Maraisa, o resgate parece, a princípio, o de uma jovem perdida. No entanto, a convivência revela um enigma profundo: Marília possui o corpo e a biologia de uma mulher intersexual, mas vive sob o véu do infantilismo. Entre a fala hesitante, o apego inseparável à chupeta e um jeito de ver o mundo que parou no tempo, Marília é um desafio para tudo o que Maraisa acreditava entender sobre maturidade e identidade. O que começa como um gesto de proteção e cuidado quase maternal, logo se transforma. À medida que as camadas de dor de Marília são curadas pela paciência de Maraisa, surge um sentimento novo e inexplorado.
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