Nas vastas estepes onde o vento carrega segredos e os deuses observam o destino dos homens, Sarnai sempre soube que sua vida jamais lhe pertenceria por completo.
Curandeira talentosa e filha de um respeitado líder tribal, ela cresceu aprendendo a ler ervas, tratar ferimentos e interpretar os sinais deixados pelo Céu Eterno. Mas tudo muda quando uma visão profética revela um futuro impossível: ela se casará com o filho mais novo de um grande chefe huno.
Um garoto de apenas quatorze anos.
Enquanto os guerreiros disputam poder e seus irmãos mais velhos são considerados os herdeiros naturais, Shan-Yu vive à sombra daqueles destinados à liderança. Silencioso, observador e dotado de inquietantes olhos dourados, ele parece ser a escolha menos provável para governar um povo.
Ainda assim, Sarnai reconhece nele o homem de sua visão.
Unidos por um casamento político e obrigados a viver sob o mesmo teto enquanto aguardam o momento certo para consumar sua união, os dois descobrem que o destino é muito mais perigoso do que imaginavam.
À medida que alianças são forjadas, traições se multiplicam e a guerra entre irmãos ameaça destruir toda a tribo, Sarnai e Shan-Yu precisarão decidir até onde estão dispostos a ir para sobreviver.
Porque, nas estepes, o poder não é herdado.
É conquistado.
E antes que o filho mais novo possa se tornar líder, o sangue de uma geração inteira precisará ser derramado.
(The Matriarch é uma obra de ficção inspirada no filme animado Mulan (1998), produzido pela Disney.
Esta história funciona como uma prequela, ou seja, seus acontecimentos se passam muitos anos antes dos eventos apresentados no filme. O objetivo é explorar uma possível origem para Shan-Yu, líder dos hunos, além de apresentar personagens originais, culturas, conflitos políticos e acontecimentos que contribuíram para moldar o homem que mais tarde seria visto como o principal antagonista da animação.
Embora a narrativa utilize elementos presentes
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