Ele estava ali desde o dia da despedida.
"Palavra de Uzumaki...", a voz dele ecoou na minha memória, tão nítida que quase doeu.
"Sabe como a gente é, não é?" Lembrei do abraço forte que ele me deu logo em seguida. Um abraço que, na época, pareceu fazer todos os meus problemas sumirem.
- Idiota... - sussurrei para mim mesma, sentindo um calor leve subir pelas minhas bochechas no meio do saguão movimentado.
"Se cuida, viu? E boa sorte, Sarazinha..."
Como eu odiava aquele apelido. Mas agora, olhando o movimento das pessoas pegando suas bagagens, percebi a falta imensa que sentia de ouvir aquilo.
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Kawaki observou a cena de relance. Havia algo na doçura contida daquela garota de cabelos roxos que misteriosamente quebrou sua armadura de indiferença. Ele largou o pano, pegou um pratinho com um delicado doce de mirtilo cristalizado da vitrine e caminhou até a mesa delas.
- Aqui - Kawaki disse, a voz grossa e direta, colocando o prato na mesa.
- Ah... desculpe, mas nós ainda não pedimos nada - Sumire olhou para cima, surpresa.
- É por conta da casa - Kawaki respondeu, desviando o olhar com um leve pigarro. - Sabe, às vezes vale a pena quebrar umas regras bobas para viver um pouco. O festival vai ser bom. Você deveria ir.
Por trás daquela sugestão, escondia-se o desejo secreto e óbvio de Kawaki de que ela
aparecesse por lá e o visse tocando bateria com a banda, embora ele jamais fosse admitir isso.
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