Meu inferno em tons de Roxo

Meu inferno em tons de Roxo

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Jun 29, 2026
Um apartamento. Duas Histórias. Uma Universidade. Eles nunca se deram bem, e existia motivos para isso, mas, a medida que o tempo passa e os anos se vão, fica cada vez mais difícil sustentar a narrativa de que o Ódio supera aquilo que está no coração, mesmo com ressentimento, mágoas que o tempo não cura. Entender que há o outro lado da moeda pode ser complicado, mas quando seu coração já entende aquilo que sua cabeça recusa a ver, dificilmente as máscaras da indiferença se sustentam pôr muito tempo. Perseu sabia que Amélie seria a sua perdição no primeiro momento em que se encontraram, ela era problema, era furacão em forma de garota, do tipo que ele odiava a admitir que gostava. Amélie também sempre soube que ele era mais do que o filho do seu padrasto, mais do que o garoto de gelo que a odiava e que gostava de manter distância, mas admitir isso para ele era o mesmo que a morte. Ele é o Diabo dela. Ela é o furacão dele. E se disserem que não foram feitos um pro outro, estariam mentindo pra si mesmos
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Parte 1 de uma série de histórias Sete anos atrás, ela trouxe um filho ao mundo. E o pai da criança não fazia ideia. Todo dia, às nove em ponto, ela entrava naquele escritório. Mantinha o sorriso impecável e o coração batendo dentro do normal. Ela só precisava fazer isso: não deixar transparecer. Ana Clara Ferraz, 25 anos, secretária executiva da MBS, mãe solteira. O filho dela se chama Nino. Sete anos, língua afiada, e com um par de olhos que entregariam tudo. Aqueles olhos eram idênticos aos do chefe dela, Henrique. Henrique não se lembrava dela. Daquela noite de sete anos atrás, da garota que sumiu sem dizer nada, ele já tinha esquecido. O que ele lembrava era de outra coisa. Os Azevedo deviam a ele, e ele ia cobrar isso pelo resto da vida. Ninguém sabia de onde vinha esse ódio, por que uma briga de duas gerações tinha caído nas costas dele. Mas ele sabia do que precisava. A peça. O rosto certo. O jogo que ele mesmo armou. Ana não sabia que, desde o primeiro dia em que entrou no prédio da MBS, ele já tinha decidido como ia usá-la. Henrique começou a encarar o rosto dela. - Você se parece muito com alguém. Ana achou que sabia de quem ele estava falando. Ela só não tinha certeza do quanto ele já tinha lembrado. Peças nunca são leves. E o prazo de validade de um segredo nunca é pra sempre. Este é um romance proibido de CEO e mãe solteira: um erro de uma noite virou um segredo de sete anos, e cada aproximação parece acender uma bomba-relógio.

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