Desde a infância, Alice sempre sentiu que existia uma distância invisível entre ela e o resto do mundo. Enquanto outras crianças pareciam compreender naturalmente as regras das amizades, das conversas e dos sentimentos, ela vivia tentando aprender a ser quem esperavam que fosse. Sensível, intensa e constantemente tomada pela sensação de não pertencimento, cresceu acreditando que havia algo de errado consigo.
Entre o bullying na escola, as dificuldades em criar vínculos, os conflitos familiares, a depressão, a ansiedade, as perdas irreparáveis e inúmeras tentativas de encontrar um lugar onde pudesse existir sem precisar fingir, Alice atravessa a adolescência e a vida adulta carregando perguntas que nunca encontraram respostas.
Por que tudo parecia mais difícil para ela? Por que relacionamentos eram tão cansativos? Por que o mundo parecia fazer sentido para todos, menos para si mesma?
Ao longo de uma trajetória marcada pela dor, pela fé, pela escrita, pela amizade e pela reconstrução de si mesma, Alice descobre que talvez nunca tenha sido inadequada, quebrada ou insuficiente. Talvez apenas estivesse tentando viver em um mundo que não compreendia sua forma de existir.
Se Eu Soubesse Quem Eu Era é uma narrativa autobiográfica sensível e profundamente humana sobre pertencimento, saúde mental, luto, identidade e autodescoberta. Um relato sobre crescer sentindo-se diferente, sobreviver às próprias tempestades e, finalmente, receber um diagnóstico tardio de autismo nível 1 que transforma anos de culpa, solidão e incompreensão em algo inesperado: entendimento, acolhimento e a possibilidade de recomeçar.
Porque, às vezes, descobrir quem somos não apaga as dores do passado, mas nos permite, pela primeira vez, olhar para nossa própria história com gentileza.
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