Tem madrugadas que a gente não dorme. A gente fica aqui, encarando o teto e tentando entender o que é esse aperto que a gente sente no peito, tentando decifrar o que a gente insiste em guardar no escuro.
'Madrugadas de uma Mente Inquieta' nasceu desse lugar. Não é sobre romances perfeitos nem sobre finais felizes que a gente vê por aí. É sobre a exaustão de tentar ser tudo o que esperavam de mim, e o silêncio que sobrou depois que eu entendi que, talvez, ninguém fosse aparecer para me salvar de mim mesma.
São poemas sobre o que a gente vive quando o mundo lá fora silencia. Sobre as vezes em que me perdi tentando encontrar sentido no olhar dos outros, sobre o peso das escolhas que eu carreguei e, principalmente, sobre a coragem - quase sempre dolorosa - de finalmente olhar para dentro e me escolher.
Aqui não tem rima forçada, nem métrica que segue regra de manual. Tem a verdade crua de quem passou tempo demais tentando preencher o vazio com o que vinha de fora, e que agora só quer aprender a se admirar no espelho, com calma e inteireza.
Se você também sente demais, se você também já se sentiu a sombra da própria vida, esse espaço é nosso. Vem comigo. Vamos ver o que sobra quando a gente para de buscar fora o que sempre esteve esperando para florescer aqui dentro.
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