O futebol sempre foi um idioma universal. Não importava o país, a bandeira ou a língua: bastava uma bola rolando para milhões de corações baterem no mesmo ritmo.
Para ela, porém, nunca foram os gols que importaram.
Era o instante anterior. O olhar concentrado de um jogador antes do apito inicial. As mãos cerradas pela ansiedade. O sol sobre um estádio lotado. Como fotógrafa esportiva brasileira, ela acreditava que as melhores histórias jamais apareciam no placar - elas aconteciam entre um clique e outro.
Seu nome começou a ganhar espaço entre as maiores agências esportivas do mundo. Em pouco tempo, estava viajando entre finais de Champions League, Eurocopas e Copas do Mundo, registrando momentos que se tornariam eternos.
Foi em uma dessas viagens que ela o viu pela primeira vez.
Erling Haaland.
O atacante norueguês conhecido pela força quase sobre-humana, pelos gols impiedosos e pela personalidade reservada. Para o mundo, ele era uma máquina de vencer. Para ela, através das lentes de sua câmera, havia algo diferente.
Enquanto milhares gritavam seu nome, ela capturou um instante que ninguém mais percebeu: por apenas um segundo, antes de entrar em campo, seus olhos pareciam carregar um peso que nenhuma medalha conseguia aliviar.
Naquele momento, ela não imaginava que aquele clique mudaria sua carreira.
Nem que, entre aeroportos, estádios iluminados, invernos congelantes na Noruega e verões ensolarados no Brasil, suas vidas se cruzariam inúmeras vezes.
Mas, quando duas pessoas acostumadas a esconder o que sentem começam a dividir o mesmo caminho, até mesmo o acaso pode se transformar em amor
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