Normandia, França. 1889.
Durante mais de duzentos anos, o Château de Valmont permaneceu como símbolo de prestígio, tradição e poder.
Agora, porém, suas paredes escondem infiltrações, seus jardins crescem sem cuidado e cada inverno parece levar consigo um pouco mais da história de uma das mais antigas famílias aristocráticas do país.
A família Park é uma antiga linhagem de diplomatas e comerciantes coreanos que se estabeleceu na França durante o século XVIII, recebendo um título de nobreza por serviços prestados à Coroa Francesa.
Park Jimin, o último dessa linhagem, jamais foi preparado para administrar uma herança feita de dívidas, expectativas e memórias. Criado para preservar a elegância do nome que carrega, vê-se incapaz de impedir que a propriedade desapareça diante dos olhos.
Sem alternativas, aceita receber Min Yoongi, um respeitado administrador de patrimônios, de uma família tradicional ligada às finanças da corte, conhecida por administrar patrimônios da aristocracia europeia cuja reputação se resume a uma frase: ele salva casas, nunca pessoas.
Reservado, metódico e incapaz de desperdiçar palavras, Yoongi chega ao Château disposto a transformar números, vender terras e tomar decisões difíceis. O que não esperava era encontrar uma casa que parecia respirar através de seu último morador.
Enquanto o inverno avança sobre os jardins de Valmont, os dias passam entre inventários, correspondências, jantares silenciosos e o constante crepitar das lareiras. Aos poucos, a distância entre os dois homens começa a diminuir, não por grandes declarações, mas por gestos quase imperceptíveis: uma xícara de chá deixada sobre a mesa antes do amanhecer, um piano que volta a ser tocado depois de anos de silêncio, um olhar sustentado por tempo demais.
Porque algumas pessoas não entram em nossas vidas como tempestades.
Elas chegam como a neve.
Silenciosas.
E quando percebemos, transformaram toda a paisage
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