Meu amor, da sala ao lado
Existem pessoas que passam pela nossa vida sem deixar absolutamente nada para trás.
Outras deixam apenas lembranças vagas, fotografias esquecidas ou conversas que desaparecem com o tempo e existem aquelas que chegam de um jeito tão silencioso que ninguém percebe quando deixam de ser apenas um rosto conhecido para se tornarem parte da nossa rotina.
Esta é a história de uma dessas pessoas.
Tudo começa em uma faculdade comum, onde corredores movimentados, salas vizinhas e noites longas parecem repetir exatamente a mesma rotina semana após semana. No meio dessa aparente normalidade, um simples olhar desperta uma curiosidade difícil de explicar. O que, a princípio, parece apenas um interesse passageiro transforma-se em uma sucessão de coincidências, encontros inesperados e pequenos momentos que insistem em permanecer na memória muito mais do que deveriam.
Mas memórias podem enganar.
A imaginação também.
Entre aquilo que realmente aconteceu e aquilo que apenas parecia importante, existe uma linha quase invisível. E atravessá-la significa descobrir que conhecer alguém de verdade é muito mais complicado - e muito mais bonito - do que simplesmente idealizá-lo.
Conforme os semestres passam, amizades surgem, outras se fortalecem e conversas completamente comuns começam a carregar um peso que ninguém consegue explicar. Um café pago sem motivo. Uma preocupação dita quase sem pensar. Uma risada que sempre encontra a mesma pessoa. Gestos pequenos demais para serem chamados de declarações, mas grandes o suficiente para mudar completamente a direção de duas vidas.
Talvez esta seja uma história sobre o primeiro amor, talvez seja sobre amizade.
Talvez seja sobre crescer e perceber que as histórias mais marcantes nunca acontecem da maneira como imaginamos ou talvez seja apenas a prova de que algumas pessoas entram na nossa vida como completos desconhecidos e, sem que a gente perceba quando ou como isso aconteceu, tornam-se exatamente o lugar onde