Primeiro, foi o trabalho. Uma demissão repentina do Planeta Diário, mascarada por "cortes de orçamento" orquestrados pela compra silenciosa das ações do jornal por uma subsidiária dos Wayne. Depois, veio a conta bancária congelada por uma suposta investigação de fraude financeira criada por documentos falsos que Bruce implantou com maestria. Em questão de semanas, o apartamento de Clark foi condenado por uma contaminação química inexplicável no prédio, e a hipoteca da fazenda de seus pais em Smallville foi subitamente comprada e executada por um fundo de investimentos fantasma.
Ponto por ponto, fio por fio, Bruce cortou todas as conexões de Clark com o mundo exterior. Amigos pararam de responder. Cartões foram recusados. Portas se fecharam em sua cara. O Alfa não deixou espaço para o azar, ele transformou a vida de Clark em um deserto completo até que a única coisa restante no horizonte fosse ele mesmo.
Exausto, sem teto, faminto e à beira de um colapso nervoso, Clark finalmente "coincidentemente" cruza o caminho do bilionário de Gotham. Bruce surge não como um vilão, mas como a única mão estendida no meio da tempestade perfeita que ele próprio criou. Uma oferta de abrigo e um emprego de tutor para os herdeiros Wayne na isolada Mansão Wayne parecem uma salvação desesperada.
A Mansão Wayne é uma armadilha perfeita de terror psicológico. Os filhos de Bruce garotos moldados pela mesma frieza e paranoia do pai atuam como vigilantes silenciosos, vigiando cada passo do ômega, olhos na escuridão, sempre tem um a espreita, desconfiados do ômega.
O ar da casa é pesado, saturado com os feromônios esmagadores de Bruce, um veneno invisível que devora a resistência de Clark, distorcendo sua mente e forçando seu corpo a reagir com submissão contra a sua própria vontade.
"Você não percebeu ainda, não é? Eu tirei o seu mundo para que você não tivesse para onde olhar... a não ser para mim.".
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