Você já acordou sem ter a menor ideia do que fez na noite anterior?
Espero do fundo do coração que não.
Porque abrir os olhos em um lugar estranho, com a cabeça martelando no ritmo de uma bateria de escola de samba e a alma ameaçando pedir demissão do corpo, não é exatamente a minha ideia de uma manhã de domingo perfeita.
Agora, adicione um detalhe a essa cena: você acorda nessa ressaca apocalíptica e descobre que está na mesma cama com dois homens absurdamente lindos.
Sem roupa.
Sem memória.
E absolutamente sem explicação.
Pois é. Bem-vindo à minha vida.
Meu nome é Caíque, tenho trinta anos, sou professor universitário e construí toda a minha reputação sendo o cara racional, organizado e especialista em fugir de qualquer resquício de drama amoroso. Minha rotina era previsível, segura e sob controle.
Ou pelo menos era o que eu pensava até aquela manhã.
Se você acha que isso aqui é só mais uma história sobre uma ressaca inesquecível, já aviso: prepare o cinto. Aquele despertar foi só o aperitivo do desastre. O prato principal veio recheado de encontros impossíveis, segredos vergonhosos e situações tão absurdas que ainda me pergunto como não terminei internado.
Então, me faz um favor? Não me julgue antes de ouvir tudo.
Eu também jurei para mim mesmo, enquanto recolhia minhas roupas do chão e fugia pela janela, que nunca mais veria aqueles dois.
Alerta de spoiler: eu estava redondamente enganado.
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