Marinette Dupain-Cheng sempre acreditou que Lila Rossi era a última pessoa com quem gostaria de se envolver. Desde que se conheceram, as duas pareciam destinadas a entrar em conflito sempre que estavam no mesmo lugar. Lila adorava provocar, Marinette perdia a paciência, e cada encontro entre elas terminava em discussões, olhares atravessados e uma competição silenciosa para descobrir quem conseguiria irritar a outra primeiro. Para Marinette, Lila era apenas uma garota cheia de mentiras e problemas, alguém que ela jamais permitiria se aproximar demais. Ou pelo menos era isso que repetia para si mesma.
Com o passar do tempo, porém, algumas coisas começaram a mudar. As provocações já não pareciam tão irritantes quanto antes, os olhares demoravam mais do que deveriam e pequenos momentos de gentileza começaram a aparecer onde antes só existia rivalidade. Marinette odiava admitir, mas havia algo em Lila que despertava sua curiosidade. Talvez fosse o sorriso convencido, talvez fosse a maneira como ela conseguia deixá-la nervosa com apenas algumas palavras, ou talvez fosse simplesmente o fato de que, por trás de todas aquelas mentiras, Marinette começava a enxergar alguém completamente diferente.
Lila também percebeu a mudança, embora jamais admitisse. Ela estava acostumada a manipular pessoas, inventar histórias e sempre ter uma resposta pronta, mas Marinette era diferente. Quanto mais tentava provocá-la, mais queria ficar perto dela. Quanto mais tentava vencer suas discussões, mais acabava prestando atenção em cada detalhe seu. O problema era que sentimentos não faziam parte dos planos de Lila, principalmente quando envolviam justamente a pessoa que ela costumava considerar sua maior rival.
Entre brigas no corredor, encontros inesperados e momentos em que o silêncio dizia mais do que qualquer provocação, a linha entre ódio e atração começou a desaparecer. Nenhuma das duas queria admitir o que estava acontecendo, mas seus corações par
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