O Silêncio que Me Escreve nasce do que se sente, do que se vê e, sobretudo, daquilo que nem sempre encontra palavras.
São sentimentos, percepções e interpretações sobre o mundo, sobre aqueles que o habitam e sobre as tantas formas de existir, amar, partir, permanecer e sentir.
Nem toda voz que atravessa estas páginas é minha. Algumas nascem do que vivi; outras, do que observei. Há aquelas que encontrei no olhar de alguém, no silêncio de uma ausência, em histórias que não me pertencem ou simplesmente na maneira como meus olhos escolheram enxergar o que estava ao redor.
São retratos de sentimentos, meus, alheios, imaginados ou apenas percebidos, que por algum instante encontraram em mim um lugar para existir.
Porque há silêncios que carregamos e outros que apenas escutamos.
E talvez escrever seja isso: dar palavras àquilo que, mesmo sem dizer nada, ainda assim nos diz alguma coisa.
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