Alex tem 12 anos e nunca teve sobrenome.
Ela cresceu num orfanato caindo aos pedaços no cais, com mais quatro órfãos. Sua família é Jéss, de 14 anos, que carrega um cano que ela; Ícaro, de 14, que nunca erra um tiro; Lia, de 4, que precisa de remédio pra respirar; e Dona Viverá, que ficou quando ninguém mais ficou.
Para salvar Lia, Alex rouba a carteira do homem errado: Viktor Volkov, o Leão. O dono do cais.
Ele não a pune. Ele a cria. Durante dois anos, ela aprende com a máfia que honra existe até na rua, e que duas adagas na mão certa valem mais que um exército.
Aos 12 anos, um exame de sangue depois de uma briga muda tudo.
Alex não era órfã. Ela foi trocada na maternidade.
Sua família de sangue é a Casa Alvarez. Quatro gerações de generais. Uniforme verde-oliva padrão, disciplina de aço e uma irmã de seu exato rosto chamada Milla, que nunca segurou uma arma na vida.
Uma menina criada pela máfia agora tem que aprender a ser princesa da guerra.
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