SAME SKY, DIFFERENT YEARS
Londres, 2016.
Eleanor Bennett não acreditava em destino. Para ela, pessoas se encontravam por acaso, algumas ficavam por escolha e outras simplesmente desapareciam quando a vida decidia mudar de direção.
Até conhecer Oliver Hayes.
Eles se encontram por acaso, em uma noite chuvosa, dentro de um planetário. Ela chega atrasada. Ele está sentado sozinho. E, entre estrelas que já podem nem existir, os dois começam uma amizade que rapidamente se torna a coisa mais importante de suas vidas.
Oliver é música, caos e riso.
Ellie é silêncio, constelações e fotografias.
Eles são melhores amigos.
Compartilham fones de ouvido, madrugadas, cafés baratos, shows, segredos e sonhos que ainda parecem grandes demais para caber em Londres.
E existe uma regra entre eles:
Dentro do planetário, não existem mentiras.
É ali que eles fazem perguntas que nunca teriam coragem de fazer em outro lugar. Sobre amor. Sobre destino. Sobre permanecer. Sobre a possibilidade de duas pessoas estarem destinadas a se encontrar mais de uma vez.
Mas algumas histórias de amor começam no momento errado.
E, quando a vida finalmente coloca entre eles uma distância que nenhum dos dois sabe atravessar, Ellie e Oliver descobrem que crescer também significa aprender a perder pessoas que você tinha certeza de que ficariam para sempre.
Dez anos depois, Londres continua sendo Londres.
A chuva ainda cai sobre as mesmas ruas.
As estrelas continuam brilhando sobre a cidade.
E o planetário ainda está lá.
Só que agora eles também estão.
Mais velhos. Diferentes. Carregando dez anos de histórias que nunca contaram um ao outro.
Talvez algumas pessoas sejam como estrelas: mesmo depois de desaparecerem, sua luz continua chegando até nós.
E talvez o amor seja exatamente isso.
Encontrar o caminho de volta para alguém que nunca deixou de ser casa.
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