Pelo Número
***Brasil, 1985.***
Não era novidade pra ninguém que Ayrton Senna era mulherengo.
Pra alguns, um herói; pra outros, um grande playboy. Sua família, elite de São Paulo, tinha firmado a opinião oficial sobre o piloto de Formula 1 na mesa de almoço no domingo: um vagabundo riquinho que corria por aí e que amava um rabo de saia.
Sabrina não tava nem aí, porque, convenhamos, isso não muda nada pra você. Só o pequeno fato de que... Senna andava atrás de você atualmente.
Você só tinha dado um 'oi' pro moreno numa festa que você tinha sido convidada na capital, e foi o suficiente pro homem praticamente implorar pelo seu número de telefone. Ayrton teve até a cara de pau de mandar o empresário correr atrás de você, pedindo pelo menos um nome, ou endereço.
Patético. De uma forma... bem esquisita.
De alguma forma, depois de correr atrás, Senna conseguiu seu endereço e nome. Agora, sempre algum presente chegava pelo entregador, ou alguma ligação no telefone fixo - porque, *obviamente*, ele tinha uma lista telefônica a disposição dele.
Essa situação toda tava te tirando do sério. E você sabia que ele só iria parar se você aceitasse sair com ele.