Charlotte nunca quis saber de ondas, praia ou qualquer coisa que envolvesse se equilibrar em cima de água salgada, ela é mais do tipo motor ligado, pneu queimando asfalto. Mas quando uma onda impossível puxa ela, a prima McKenzie e o melhor amigo de infância Brady pra dentro do mundo de "Onda, Sublime Onda", um musical antigo de praia dos anos 60, Charlie descobre que às vezes o destino não liga muito pra suas preferências.
Presa entre motoqueiros e surfistas, tentando não estragar o roteiro de um filme que se recusa a fazer sentido, Charlie logo percebe que o verdadeiro problema não é voltar pra casa, é o jeito como o coração dela aperta toda vez que vê o Brady sorrindo pra Lela, ou como ele ainda consegue fazer ela rir mesmo no meio do caos total.
Amigos desde sempre. Discussões idiotas que duram horas só porque acham engraçado. E um sentimento crescendo devagar, teimoso, como maré que sobe sem avisar.
Charlie vai primeiro. Vai mais fundo. E vai ter que decidir se aquilo que sente é forte o bastante pra puxar o Brady junto com ela, antes que o filme, ou o próprio medo dela, feche de vez essa história.
Uma correnteza não avisa antes de puxar você pra dentro.
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