I Hear a Symphony
Quando tinha apenas dez anos, Pau Cubarsí não conseguia enxergar nada de especial no futebol. Depois de tantas experiências ruins com atividades físicas, a última coisa que imaginava era se apaixonar por um esporte.
Até conhecer Gabriel Martinelli.
Na época, o brasileiro tinha apenas dezesseis anos, mas havia algo na forma como jogava que prendia a atenção de Cubarsí. Martinelli corria até o último minuto, comemorava cada lance como se fosse o mais importante da partida e continuava lutando mesmo quando o jogo parecia perdido. Pela primeira vez, Pau viu alguém jogar não por obrigação, mas porque realmente amava aquilo.
E foi assim que um garoto de dez anos encontrou seu motivo para começar a jogar futebol. Martinelli nunca soube disso.
Anos depois, Pau Cubarsí já não era mais aquele menino que assistia ao seu ídolo pela televisão. Agora, ele também era jogador profissional, vivendo o esporte que um dia havia aprendido a amar por causa daquele brasileiro. Mas havia uma coisa que nunca mudou: seu desejo quase infantil de conquistar a atenção de Martinelli.
Ele queria que seu ídolo soubesse quem ele era. Queria ser reconhecido. Queria, nem que fosse por alguns minutos, deixar de ser apenas o garoto que o admirava de longe.
Então o destino - ou uma coincidência muito bem planejada pelos clubes - finalmente resolve colaborar.
Para um novo evento esportivo, Martinelli e Cubarsí são escolhidos para formar uma dupla. Pela primeira vez, eles terão de dividir o mesmo campo, competir lado a lado e passar tempo juntos.
E, para Pau, aquela parece ser a oportunidade perfeita