Em 1887, ele encontrou em Rosalie o seu centro de gravidade. Ele amou cada centímetro de sua presença tátil, tentando transformar um romance de primavera em um monumento eterno de pedra e chumbo. Ele queria ser o chão, ela nasceu para ser o vento. Cinco anos depois, entre cartas que chegam carregadas de uma leveza insuportável e o silêncio de uma casa cheia de memórias físicas, Laurence percebe que não se pode ancorar um fantasma. Esta é a crônica de um homem que se rasgou por dentro para entender que, às vezes, amar significa abrir as mãos e, finalmente, aceitar o vazio. Um relato visceral sobre a assimetria do afeto e o peso de segurar quem já partiu.
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