Apolinário Silveira é um dos maiores vendedores do Brasil. Formado em ciências exatas, ele acredita apenas no que pode ser medido, calculado e provado. Para ele, arte é ruído, farsa, conversa de humanas. Quem compra arte é burro. Quem finge entender, mais burro ainda.
Tudo muda quando Stavros Kallenberg, um magnata grego apaixonado por arte, o contrata para vender sua coleção milionária. O problema: Apolinário não suporta compradores de arte. E, agora, terá que conviver com eles todos os dias.
Entre jantares em Santorini, negociações em escritórios de vidro e noites mal dormidas, Apolinário descobre um mercado onde ninguém compra por amor, mas por status. Socialites que adquirem telas brancas por milhões. Empresários que decoram escritórios com obras que jamais entenderão. Colecionadores que acumulam livros sem nunca lê-los. Todos querem parecer cultos. Todos querem pertencer. E Apolinário, mestre da manipulação, aprende a vender não arte, mas vaidade.
Uma crítica ácida à glamourização da arte, ao culto do status e à farsa dos que fingem sentir. Um conto sobre o que sobra quando todas as máscaras caem.
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