Drª sensual.

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Jun 23, 2015
Quando a vi pela primeira vez, eu não acreditei que pudesse encontrar extraordinaria mulher. Cada vez que eu a encontrava, de minhas mãos ela recebia aqueles singelos versos que de minha alma, eu arrancava para ela. Aqueles pensamentos expressos em folhas de cadernos, que ela recebia com satisfação, e seus olhos se mostravam abismados ao ler. E seu coração se enchia de satisfação ao ver, aquela folha de papel. Lembro-me bem de quando me fui apresentada a ela. Aquela sala de consultório, cadeiras vazias, uma recepção, cor clara nas paredes. Eu em meu vazio existencial. Talvez eu não tivesse escolhas. E foi ali naquele meu curto instante entre a sala do psiquiatra e a recepção que a conheci. Aproximadamente um metro e setenta, em um vestido estampado, com flores, cabelo solto e sandálias se não me falha a memória. Parecia que procurava por mim, estava ali sem paciente para atender, disponível naquele momento. Em suas mãos uma revista de Seicho-no-ie, que trazia palavras de acalanto.
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Os raios de sol entravam pelas frestas da janela enquanto Isabel Alencar observava os prédios que cobriam a malha urbana da cidade de Nova York. Seus dedos latejavam segurando a caneca pesada de café. Ela não havia dormido nada, estava acabada. Mas como poderia? Se o trabalho estava lhe matando e os segredos que encobria fritando seus neurônios? Ela sabia que tinha pouco tempo para ficar sozinha, que logo teria que voltar para casa e agradecer a vizinha por ficar com Rafael enquanto ela passava a noite na boate e, algumas vezes, na casa de estranhos para conseguir manter seu filho. Logo, a mulher sentiu um beijo em seu ombro nu. Pelo visto ela tinha feito um bom trabalho, mesmo que não tenha se entregado de fato. Isabel já tinha problemas demais. Cada beijo, cada lugar que ele insistia em passar as mãos pelo corpo dela a lembravam de tempo não tão distante. Nos quais ela era só uma garota mimada no Rio de Janeiro, que namorava um homem legal, que tinhas amigas legais e que tinha Ronaldo. Ela com certeza se lembrava dele. As covinhas de Rafael nunca a deixariam esquecer. Ela se lembrava de tudo muito bem. Isabel, ou para todos, Beatriz, precisa muito retornar ao Brasil.

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