Recomeçar

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Apr 30, 2024
Outra noite em que Melía está acordada por causa de um pesadelo. Ou pela insônia que insiste em repetir pensamentos dolorosos: ela acha que nunca vai superar, que as feridas e a violência daquele dia acontecerão sempre. Sempre que sair de casa, ou que alguém tentar se aproximar dela. Os assédios na rua, os perigos diários que ela sempre fora ensinada a prestar atenção e todos os medos que a sociedade impôs no momento de seu nascimento. Todos eles se tornam exponenciais. Pequenas trocas de olhares na rua, desconhecidos seguindo seus rumos e os detalhes de sua própria vida. Tudo parece se tornar gatilho para os ataques de pânico. Para que o medo do medo a possua e a paralise. E quando nada acontece, quando um dia começa sem que a dor das lembranças a penetre, é aí que o terror aumenta. Nada mais parece natural. Nada mais parece poder voltar ao normal. Os olhos verdes de Alice, o outono, seus irmãos - onde há conforto há também manchas vermelhas das feridas abertas. Melía só queria seguir, ainda que não soubesse para onde. A teoria do caos, o acúmulo de "e se", as sessões de terapia, as lembranças do pai falecido, de canções agridoces, os exercícios para ajudar a lidar com as marcas deixadas pelo trauma -nunca houve perfeição em sua vida, mas agora ela precisa reaprender a dividir o peso em suas costas. Porque, afinal, quando se chega ao fim da linha é que se recomeça. Através das memórias da infância e adolescência de Melía e suas recentes lembranças do trauma, Recomeçar conta como ela foi capaz de, aos poucos, perdoar a si mesma e se reconectar com as pessoas importantes, assim como se reintegrar no convívio social. É uma história de luta por todas as coisas que Melía ainda pode, e quer, viver. "E como na teoria do caos, aquela noite, e todas as pequenas decisões que eu tomei criaram uma nova versão para os nossos futuros." AVISO: Contém cenas de estupro/tentativa de suicídio. Respeitem seus limites e o autocuidado.
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O que você faria com uma ligação que mudaria tudo? Como sobreviver a uma verdade destruidora? Como encontrar seu caminho de volta para casa, quando se está mais perdido que um trem desgovernado? Como ser feliz se você vive em negação? Como vencer a batalha se a luta é contra si mesmo? É impossível viver negando a si mesmo, as vontades profundas de seu coração, os segredos obscuros de sua alma, o seu grande amor, sem se olhar no espelho por medo de enfrentar o reflexo que lhe encara de volta. Lauren Jauregui se sentia perdida e sem forças, não passava de uma garotinha assustada, desesperada e sozinha, fugindo de si mesma para não ter que encarar a verdade: ela havia se apaixonado por sua melhor amiga Camila Cabello. Ironia= a vida não passa de uma grande piada cósmica, é sempre cheia de emoções, estas são o preço da existência. As vezes, o universo resolve retaliar suas ações colocando sua vida de cabeça pra baixo, então você entra em um loop, tornando-se refém de si mesmo, preso no próprio caos porque tudo o que você conhece, ou pensava conhecer, desmorona. A vida te atinge com a força de um soco letal na boca do estômago, te faz perder o ar, em seguida, te enche de socos nas feridas, só pra garantir que seus ferimentos não irão se curar tão já. E o que você faz? Nada, quando o universo resolve te retaliar, só te resta tentar sobreviver da melhor maneira que encontrar. Relativo= tudo depende do ponto de vista, ou seja, da sua perspectiva. Porém, é fato que nada acontece em nossa vida por acaso, não existe exatidão e a velocidade da mudança é instantânea, sendo assim, é mais rápida que a luz e pode ser tão sutil quanto o peso de um trem desgovernado depois da colisão. Resiliência= é o que nos faz sobreviver as ironias da vida. #53 em Wattpride #33 em Wattpride

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