Diário de Uma Psicopata

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WpMetadataReadConcluída qua, dez 9, 2015
Dia 4 de janeiro de 2015 Hoje parece que tudo veio como sempre, cada vez mais forte, depois de ver aqueles lindos casais se amando, a única coisa que me veio a cabeça foram torturas... Eu cheguei em casa e fiz o que minha mãe disse para mim fazer dês de que eu comecei a ficar assim "descontar esse ódio em um diário ou em algum desenho". Eu sei que sou melhor escrevendo, então veremos se funciona mesmo. Minha mãe uma hippie em pleno século XXI acha que todos os problemas podem ser concertados de um jeito natural, sem remédios nem mesmo um médico, mais foi assim que meu pai morreu em câncer terminal sem mesmo saber que tinha câncer. Chegou a noite minha mãe voltou e perguntou o porque não saio com meus amigos, nem sabe ela que meus amigos são muito mais velhos que eu. Jantamos, conversamos sobre eu estar pensando sériamente sobre o diário, e após isso ela foi dormir e eu claramente fui esperar meus amigos para sair novamente pra alguma loucura.
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Morrer é uma surpresa. Sempre. Nunca se espera. Nem mesmo o paciente terminal acha que vai morrer hoje ou amanhã. Na semana que vem talvez, mas apenas se a semana que vem continuar sendo na semana que vem. Nunca se está pronto. Nunca é a hora. Nunca vamos ter feito tudo o que queríamos ter feito. O fim da vida sempre vem de surpresa, fazendo as viúvas chorarem e entediando as crianças que ainda não entendem o que é um velório (Graças a Deus). Com meu pai não foi diferente. Na verdade, foi mais inesperado. Meu pai se foi com 36 anos, a idade que leva muitos músicos famosos. Jovem. Moço demais. Meu pai não era músico nem famoso, o câncer parece não ter preferência. Ele se foi quando eu ainda era novo, descobri o que era um velório justamente com ele. Eu tinha apenas 16 anos, o suficiente pra sentir saudade pelo resto da vida. Se ele tivesse morrido antes, não existiriam lembranças. Nem dor. Mas também não haveria um pai na minha história. E eu tive um pai. Tive um pai que era duro e divertido. Que me colocava de castigo com uma piadinha pra não me magoar. Que me dava um beijo na testa antes de dormir. Que me obrigou a amar o mesmo time que ele e que explicava as coisas de um jeito melhor que a minha mãe. Sabe? Um pai desses que faz falta. Ele nunca me disse que ia morrer, nem quando já estava deitado cheio de tubos. Meu pai fazia planos para o ano que vem mesmo sabendo que não veria o próximo mês. No ano que vem iríamos pescar, viajar, visitar lugares que nenhum de nós conhecia. O ano que vem seria incrível. Eu vivi esse sonho com ele. Acho, tenho certeza na verdade, que ele pensava que isso daria sorte. Supersticioso. Pensar no futuro era o jeito dele se manter otimista. O desgraçado me fez rir até o final. Ele sabia. Ele não me contou. Ele não me viu chorar a sua perda. E de repente o ano que vem acabou antes de começar.

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