Story cover for Faminta by muitafaltadoquefazer
Faminta
  • WpView
    LECTURAS 13,082
  • WpVote
    Votos 945
  • WpPart
    Partes 12
  • WpView
    LECTURAS 13,082
  • WpVote
    Votos 945
  • WpPart
    Partes 12
Continúa, Has publicado jul 08, 2015
Uma garota do meu grupo pro-ana morreu na ultima sexta. Ela morava sozinha, demorou três dias para que ela fosse dada como desaparecida, poucas horas para acharem o corpo. 
Minha única amiga morreu nesse dia, queria dizer que morri também, mas a verdade é que eu... Já me sinto morta

NOTA: Comecei a escrever essa história quando eu tinha 16 anos... hoje tenho 24 e ela não mais ressoa comigo. Recuperei minha conta para ler o livro de uma querida amiga que começou a públicar e fico muito feliz em ver que ainda há quem leia minha história, mas não pretendo continuar a escrever. Muito obrigada por tudo
Todos los derechos reservados
Regístrate para añadir Faminta a tu biblioteca y recibir actualizaciones
O
#365colegial
Pautas de Contenido
Quizás también te guste
Quizás también te guste
Slide 1 of 9
Você É A Ultima Vez Que Eu Faço Isso cover
TUDO POR ELA cover
Conexão do morro  cover
Doce Problema (Completo na Amazon!) cover
Entre O Céu E Inferno cover
Querido Diário | volume 1 cover
Diário de uma Garota Anônima  cover
As the last time - Carl Grimes cover
Destino ou Acaso? - Revisado cover

Você É A Ultima Vez Que Eu Faço Isso

34 partes Concluida

E ele se foi, desaparecendo entre tantas pessoas. Eu fiquei ali, sozinha sem ele para secar as lágrimas que insistiam em rolar, eu apertava as mãos da minha mãe, pedindo ajuda porque eu nunca havia sentido tanta dor, nem quando o meu peixinho favorito morreu, ou quando não dormi com meu cobertor favorito, e muito menos quando perdi meu ursinho de pelúcia favorito; nem injeção que doía tanto em mim, doeu tanto quanto aquele momento, porque não havia nada que eu pudesse fazer. Fiquei tentando controlar as frias e salgadas lágrimas que caiam dos meus olhos. Não fiz pirraça, só fiquei em estado de inércia pedindo por pensamentos que ele voltasse. Mas, não voltou. Ele nunca voltou. Os segundos foram passando e minha mãe me levou para a casa. Era tudo diferente naquele segundo. Era uma dor consumidora e desgastadora. Eu achava que o teria para a sempre, mas o nosso para sempre só existiu dentro de todos aqueles momentos infinitos que passamos juntos. Essa é a carta 225 de uma menina de 11 anos, e infelizmente é a unica que ele não vai ter, e é a única que eu nunca mais me esquecerei até essa dor ir embora, e se um dia for. Sou muito jovem e minha mãe me disse isso. Eu chorei semanas. Talvez um dia o tempo passe, a semana acabe e eu o terei de volta ou nunca mais. Mas que um coração partido dói, dói e sobre isso sou incapaz de negar.